Uma vez li uma frase que mexeu comigo. Era mais ou menos algo como “Podemos ser extremamente felizes, mas nunca felizes”. Não vivi o suficiente para ter certeza se essa frase está correta. Ainda não tive os considerados momentos mais importantes de uma vida, como casar, ter filhos, ganhar o primeiro milhão (ou bilhão, já que estamos no século XXI), entre outros. A realidade é que, por mais que esses tais momentos sejam importantes da vida de um homem ou de uma mulher, podem não dar certo no futuro e causar uma grande decepção ou infelicidade. Falo isso por experiência própria, já que meus pais são separados. Aliás, isso é mais natural hoje em dia do que imaginamos, só não percebemos.
A questão aqui não é sentirmo-nos felizes por um período, ou por momentos de grande excitação, como quando compramos algo que queremos muito ou quando conseguimos o emprego que estávamos esperando. A questão é saber se a felicidade plena, sem grandes espaços de interrupções, existe. Aquela felicidade que não te faz parar por alguns minutos para pensar no que você tem, ou de quem você é. Aquela felicidade que não te faz chorar do nada, até mesmo por um sentimento externo. A felicidade que não necessariamente foca em você, mas no que acontece à sua volta, pois o exterior implica fortemente em algumas pessoas, senão em todas. E eu não falo de problemas estéticos, mas de problemas sociais.
Eu não tenho dúvidas que essa felicidade existe, mas o que é necessário para tê-la além de apenas acreditar nela? Ter dinheiro o suficiente para viajar? Ajudar os outros? Presentear quem deseja? Ter o que quiser, sem o mínimo de obstáculo e limite? Enfim. A felicidade existe? O que é preciso para alcançá-la? Deixo vocês com a palavra.
